O Pequeno Príncipe ganha versão em cordel


 

A história é basicamente a mesma: o famoso e querido Pequeno Príncipe ainda é louro com os olhos claros, mas tem lá suas singularidades, como a pele morena e a roupa que remete ao maracatu e ao cangaço. Os cenários da história são mais áridos, os pássaros são asas brancas e o famoso rei é inspirado nos tradicionais monarcas dos reisados. Uma particularidade, no entanto, é que explica todas essa mudanças no universo clássico e poético criado pelo escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry: o fato de ser contado em versos, como uma boa história de cordel.

A ideia para criar O Pequeno Príncipe em Cordel (Carpe Diem)  nasceu há dois anos, a partir do cordelista Josué Limeira. Já experiente no mundo dos cordéis, ele tentou, primeiro, adaptar para versos o início do livro. Quando viu que funcionava, partiu para o desafio de transformar – com a maior fidelidade possível – a narrativa de Exupéry em um novo formato.

Além disso, o livro conta também com outros traços e cores. Parceiro de Josué na empreitada, o ilustrador e designer Vladimir Barros ajudou a criar um Pequeno Príncipe cheio de toques da cultura e da vida nordestinas.

O designer usou sua paixão pela cultura pernambucana como elemento criativo, incluindo asas brancas, elementos do reisado e do maracatu e até a flor do mandacaru como representação da flor no deserto. O personagem Vaidoso, por exemplo, ainda virou a nossa famosa calunga, o Homem da Meia-Noite, figura mais elegante do Carnaval.

 

Fonte: Jornal do Commercio


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