Documentário da história do Rio “São Sebastião do Rio de Janeiro – A formação de uma cidade”


A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, fundada em 1565 entre os Morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, capital do Brasil por 196 anos, é conhecida por seus encantos naturais e seu espírito libertário. Uma cidade fundada na paisagem que encarna como poucas o sonho da metrópole tropical. Este filme, “São Sebastião do Rio de Janeiro, a formação de uma cidade”, de Juliana de Carvalho, conta a história da formação dessa cidade, perseguindo seus vestígios arquitetônicos e reformas urbanas que a forjaram e ao povo que nela vive. O Rio de Janeiro é uma cidade tão cantada que seria possível contar a sua história somente através da música. O trabalho de Lucas Marcier e Fabiano Krieger, que assinam o crédito de “Música” nesse documentário, então, foi fazer uma seleção de obras musicais de diferentes épocas e autores, misturada com faixas in, que ajudasse a narração, marcando as mudanças de assunto e tornando a narrativa mais dinâmica, pontuando as emoções.

Rio de Janeiro, abril de 2016 – “A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela, fez um desembarque fascinante no maior show da terra”. Com os versos de “É hoje o dia”, samba enredo da Escola União da Ilha no carnaval de 1982, a jornalista e apresentadora de TV Leilane Neubarth narra o início do documentário “São Sebastião do Rio de Janeiro – A formação de uma cidade”, dirigido e produzido por Juliana de Carvalho, da Bang Filmes & Produções.

O documentário de 90 minutos conta a história dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, pela ótica da evolução de seu urbanismo, através de ricos depoimentos de especialistas e de imagens, narração, iconografia inédita e computação 3D.

A história da formação urbana da Cidade Maravilhosa é tratada como uma personagem, perseguindo os vestígios arqueológicos de seus primeiros habitantes, das lutas travadas na conquista desse espaço, dos grandes acontecimentos históricos que aqui se forjaram, das reformas e intervenções urbanas que moldaram o desenho de cidade e a alma do povo que nela vive.

“Nossa opção foi fazer um filme que narra a história do Rio através do ponto de vista geográfico, todos os depoimentos colocam o Rio como protagonista. É uma viagem no tempo. Em uma hora e meia o público passeia pelos 450 anos e vê, através das ima-gens e dos depoimentos, como esta cidade se expande e evolui. Como na história do Rio há episódios riquíssimos, é muito fácil se desviar do foco. Então, optamos pelo viés urbano”, explica a cineasta mineira Juliana de Carvalho, que adotou o Rio como cidade para viver e trabalhar e também faz projetos de audiovisual em escolas municipais e produz livros sobre a cidade.

O documentário foi patrocinado pela Lojas Americanas, Americanas.com, BTG Pactual, Statoil, Estácio, RioFilme e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Durante o filme, imagens antigas e outras feitas nos dias atuais com utilização de drones, barco, helicóptero e câmera-car, explicam como o povoado carioca surgiu até se tornar a “cidade partida” dos dias de hoje. Para ilustrar o passado há também fotos e trechos de filmes, obtidos em arquivos de cerca de 30 instituições do Brasil, França e Inglaterra, além de uma maquete 3D que ilustra a evolução da ocupação do Rio.

Personalidades e especialistas em diferentes áreas como Ruy Castro, Sergio Cabral, pai, Milton Teixeira, Tânia Andrade, Alba Zaluar, Sergio Besserman, Carlos Fernando de Andrade, Augusto Ivan, entre outros, ajudam a contar, a partir de seus pontos de vistas, histórias sobre a cultura, o meio ambiente, a arquitetura e o urbanismo da cidade.

“O Rio de Janeiro não tem o bairro japonês, o bairro lituano, o bairro nordestino, porque no Rio todos os bairros são dos cariocas”, reflete Ruy Castro, em uma de suas intervenções no filme. Já o arquiteto Carlos Fernando de Andrade, consultor do filme,  aborda o Aterro do Flamengo em uma de suas falas: “O Rio de Janeiro é uma cidade que se move muito, inclusive na sua geografia. Nesse contexto quando efetivamente termina o aterro, chamado Aterro do Flamengo, Affonso Eduardo Reidy já é o grande nome do urbanismo carioca na prefeitura do Rio de Janeiro, ainda prefeitura do Distrito Federal. A grande contribuição do Reidy aqui é como urbanista e como arquiteto. O Museu de Arte Moderna é uma das obras mais expressivas da arquitetura brasileira nesse momento. Temos o chamado edifício Ponte onde existe um vão livre formidável que interliga o parque e a baía,” recorda Andrade.

Outro destaque do filme fica por conta da bela trilha sonora, que funciona muito bem dividindo cada bloco e cada uma das temáticas do documentário.  Entre as músicas, estão “Estácio, Holly Estácio”, de Luiz Melodia, “Favela”, interpretada por Francisco Alves, e “Sebastian”, dueto de Gilberto Gil e Milton Nascimento, que encerra o filme.

Tempo de duração: 90 minutos

Gênero: Documentário
Classificação Etária: Livre
Período retratado: Ano de 1565 aos dias de hoje

Ficha Técnica:
Produção e Direção: Juliana de Carvalho
Narração: Leilane Neubarth
Montagem: Mair Tavares e Tina Saphira
Texto: Carlos Haag
Concepção Visual: Antônio Cid e Mauro Heitor,
Direção de Fotografia: Luiz Abramo, Antônio Luiz Mendes e Fernando Medeiros
Música: Lucas Marcier e Fabiano Krieger
Pesquisa Iconográfica: Patrícia Pamplona
Técnico de som: Pedro Saldanha e Gabriela Damasceno
Edição de som: Cauê Leal
Consultores: Carlos Fernando de Andrade e José Pessoa
Fotografias: Ivo Gonzalez
Coordenação de distribuição: Carla Niemeyer
REALIZAÇÃO BANG FILMES –  PRODUÇÃO & DISTRIBUIÇÃO

www.bangfilmes.com.br


Sobre o autor

Claudê Lopes