‘Dirigíveis’ Cruzador estratosférico dispensa aeroportos


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O futuro da aviação pode está numa rede de transporte aéreo sustentável. É o que concluiu uma equipe de engenheiros de oito países europeus em estudos por mais de três anos. Acreditam que os dirigíveis, aeronaves de passageiros estratosféricas como parte de um projeto aéreo de engenharia a ser financiado pela União Européia.

O projeto MAAT é um cruzador que possa viajar por todo o mundo em rotas predeterminadas na estratosfera. Dirigíveis que transportam pessoas e mercadorias, atracam-se e desconectam-se do cruzador sem que ele precise parar, funcionando como elo de ligação entre a superfície e a aeronave principal.

A operação é baseada em uma gigantesca nave cruzadora voando em altitudes de cerca de 15 km, em velocidades de até 200 km/h por períodos prolongados, em rotas pan-europeias ao longo das quais existam pontos de troca, onde aeronaves ‘alimentadoras’ do tipo VTOL [pouso e decolagem verticais] operam a partir de estações terrestres de conexão, encaixando-se com o cruzador para troca de passageiros e de carga. O conceito subjacente é ter vários alimentadores de encaixe com o cruzador.

A principal fonte de energia para o MAAT são painéis fotovoltaicos montados na superfície superior do dirigível, fornecendo energia elétrica suficiente para a operação normal durante o dia e para o armazenamento para o funcionamento noturno.

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A equipe projetou os sistemas de energia necessários para isso, com base na tecnologia disponível, e apresentou várias opções de design que podem ser adotadas para os dirigíveis, concentrando-se principalmente sobre as questões de operação diurna/noturna e seu impacto sobre os sistemas de armazenamento de energia a bordo.

Segundo os cálculos da equipe, o MAAT teria custos operacionais menores do que qualquer outro sistema de transporte atual, uma vez que não necessita de abastecimento de combustível, dispensa pistas de pouso e decolagem, podendo ir diretamente a terminais de passageiros e carga, e as decolagens verticais reduzem os prazos de chegada. Além disso, as operações de pouso e decolagem totalmente silenciosas permitiriam uma operação 24 horas mesmo em pontos de troca dentro das cidades.


Sobre o autor

Claudê Lopes