Candidatura de França gera dissidência no PSDB


A renúncia do governador Geraldo Alckmin no dia 6 de abril para disputar a Presidência da República será acompanhada pela saída de tucanos históricos que se alinharam com seu sucessor no governo, Márcio França (PSB).

A cúpula do partido teme também uma debandada na base e ameaça expulsar prefeitos e lideranças locais que apoiarem o atual vice em vez de subir no palanque do prefeito João Doria, pré-candidato tucano.

O caso que causou mais surpresa na cúpula partidária foi a saída do líder do governo na Assembleia, Barros Munhoz, que migrou do PSDB para o PSB

Barros Munhoz deixa o PSDB após 15 anos, período no qual foi duas vezes presidente da Assembleia Legislativa e líder dos governos José Serra e Geraldo Alckmin. “

Munhoz também acredita que a “grande maioria” dos líderes do PSDB na base vão apoiar o pessebista. Um dos prefeitos que está radar do PSDB é Ortiz Jr., de Taubaté, que declarou apoio a Márcio França.

Nos mais de 20 anos de administração tucana em São Paulo, essa será a primeira vez que um governador de outro partido disputa a reeleição no cargo.

Nos últimos meses, o vice-governador se aproximou de prefeitos e deputados do PSDB que rejeitam a opção de lançar o prefeito João Doria na disputa.

Até o momento dois deputados estaduais já o comunicaram que vão deixar o partido. Além de Barros Munhoz, à caminho do PSB de Márcio França, o Coronel Telhada vai para o PP. A expectativa no próprio PSDB, porém, é que pelo menos cinco dos 19 deputados da bancada mudem de legenda.

Outro tucano histórico que deixou o PSDB e se alinhou com França foi o vereador da capital Mário Covas Neto. Filho do ex-governador Mário Covas e tio do futuro prefeito, Bruno Covas, ele vai disputar o Senado pelo Podemos e fazer campanha para França.

A campanha de Doria também não deve contar com o apoio de líderes históricos do PSDB que se tornaram desafetos do prefeito. Esse é o caso do ex-senador José Aníbal e do ex-governador Alberto Goldman. Aníbal afirmou que a possibilidade de fazer campanha para o Doria é “zero”. Segundo aliados, o senador José Serra também não demonstra entusiasmo com o candidatura de João Doria.

O principal “trunfo” de Doria na velha guarda do partido hoje é o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. O chanceler assinou a lista de apoio ao prefeito nas prévias e deve apoiá-lo na campanha. Tucanos próximos a Doria minimizam a saída de deputados e consideram um exagero falar em “debandada”. Há no entorno de Doria ceticismo em relação à participação de Alckmin na campanha.

Eles esperam, porém, que o governador, na posição de presidente do PSDB, repasses recursos para a campanha do prefeito ao Palácio dos Bandeirantes. A uma semana de deixar o cargo, Alckmin fez no sábado passado afagos a França na inauguração da linha do trem que liga São Paulo a Guarulhos.

O evento teve clima de comício com a participação de França. No palco, prefeitos fizeram discursos que exaltaram a parceria entre eles. A transferência do cargo será feita em um evento na sexta-feira no Palácio dos Bandeirantes.

A coligação de França para a disputar as eleições já contaria com 13 partidos, segundo o vice-governador: PSB, PV, PPS, PR, PHS, PSC, PROS, Avante, Solidariedade, Podemos, PPL, PRP e PMB.

 


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