“Cachaça” a mais brasileira das bebidas


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Poucas bebidas fazem parte da cultura e da história brasileira com a mesma força da cachaça. Ela se tornou mais do que um produto econômico: é uma das mais autênticas expressões da vida nacional. Talvez por isso, a cachaça tenha duas datas oficiais de comemoração no ano. Isso acontece porque os mineiros adotaram 21 de maio como o Dia da Cachaça Mineira. A data marca o início da safra da cana-de-açúcar no estado e é comemorada desde 2001, quando Itamar Franco, então governador de Minas Gerais, assinou a lei que regulamenta a produção da bebida. O outro dia em homenagem à bebida é 13 de setembro e foi instituído pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). Foi nesta data, em 1661, que a Coroa Portuguesa liberou a produção e comercialização da cachaça no Brasil, após a pressão dos produtores da bebida.

 

Antes, em 1635, o rei de Portugal proibira a caninha no Brasil. Mesmo na clandestinidade, a bebida virou “moeda de troca”, chegando até as colônias da África. Quando os portugueses apertaram a fiscalização, o Brasil reagiu com a Revolta da Cachaça, em 1660 – levante que culminou com a legalização do destilado no ano seguinte. A data foi aprovada em outubro de 2010 pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados como resultado do projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

 

Hoje, a bebida que é sinônimo de brasilidade tem até confrarias femininas criadas para conhecer e apreciar as melhores cachaças. A paulistana, Ariana Gomes de Souza, de 27 anos, comanda com a irmã Anita o Clube do Alambique, dedicado a selecionar, comercializar e promover o marketing de marcas ainda pouco conhecidas. Para que a cachaça entre no seleto grupo dos rótulos que fazem parte do Clube do Alambique, a bebida passa por duas avaliações. Uma é química, feita em parceria com a faculdade de agronomia da USP em Piracicaba, a Esalq. A outra análise, sensorial, é feita por degustadores, incluindo mulheres que integram a Confraria Feminina da Cachaça. Entre as marcas que se destacam na avaliação das moças estão a Sanhaçu, a única cachaça orgânica certificada do Estado de Pernambuco, e a Cortarelli, de Cristais Paulista, envelhecida três anos em barricas de carvalho francês. “São de produtores artesanais, que chegam ao consumidor final a preços que variam de R$ 52 a R$ 120 a garrafa”, diz Ariana.

 

• O Brasil produz cerca de 1,2 bilhão de litros desta bebida por ano (dados do Instituto Brasileiro da Cachaça, Ibrac). Estima-se em 40.000 o número de produtores.

•  As exportações chegam a 60 países. O principal mercado é o europeu, com destaque para a Alemanha

• Em 2012, foram exportados 8 milhões de litros da bebida.

 

Revista Época


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